Como escolher os materiais a aplicar na reabilitação?

A adequabilidade dos materiais a usar na realização de revestimentos de substituição prende-se com critérios de compatibilidade, funcionais, de aspeto e de comportamento futuro em conjunto, tentando evitar, nomeadamente, o surgimento de fenómenos de envelhecimento diferencial entre novos e velhos revestimentos. Deste modo devemos ter em conta alguns princípios para a escolha dos materiais de substituição, tais como:

  • Compatibilidade com o suporte em que vão ser aplicadas;
  • Aspeto após aplicação o mais semelhante possível às argamassas originais;
  • Trabalhabilidade adequada;
  • Envelhecimento controlado e natural.
  • Razão resistência à flexão / resistência à compressão elevada, ou seja uma ductilidade elevada;
  • Elevada permeabilidade ao vapor de água de modo a permitir a eliminação da água presente na parede;
  • Baixo coeficiente de capilaridade de modo a minimizar a infiltração de água nas zonas não fendilhadas;
  • Boa aderência ao suporte;
  • Baixo módulo de elasticidade de modo a minimizar a fissuração por deformações do suporte ou da estrutura resistente;
  • Elevada capacidade de retenção de água inicial de modo a minimizar a fissuração inicial devida a fenómenos de secagem prematura;
  • Resistências mecânicas adequadas ao fim a que se destinam.

Escolher um material ou um sistema de construção para reabilitação corretamente, exige conhecer perfeitamente a obra, as condições da mesma, saber a que exposições vai estar sujeita, conhecer as patologias existentes, etc., consequentemente, não é uma decisão fácil, mas se a escolha for planeada com o devido cuidado, e se se tiver em atenção todos os parâmetros referidos anteriormente, o trabalho final corresponderá a todas as espectativas criadas aquando da decisão de reabilitar.